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Grupo de pesquisa do IFPA Tucuruí lança livro sobre variabilidade espaço-temporal da chuva na região de Tucuruí e Marabá

  • Publicado: Sexta, 05 de Dezembro de 2025, 15h07
  • Última atualização em Sexta, 05 de Dezembro de 2025, 15h07
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O Instituto Federal do Pará (IFPA), Campus Tucuruí, apresenta ao público a obra “Variabilidade espaço-temporal da precipitação na região imediata de Tucuruí e Marabá: utilização de dados de geotecnologias e extremos climáticos”. O livro reúne resultados de pesquisas desenvolvidas entre 2023 e 2025 pelo Grupo de Pesquisa Clima, Sociedade e Ambiente (CNPq), com participação de discentes e docentes do curso de Engenharia Sanitária e Ambiental, além de colaboradores de instituições nacionais e internacionais.

Organizada pelo professor do IFPA, Marcos Santos, a obra é voltada para estudantes e pesquisadores da área ambiental, profissionais e interessados em climatologia, geotecnologias e sensoriamento remoto e gestores públicos, planejadores urbanos e pesquisadores da Amazônia, que buscam dados atualizados e metodologias robustas para análise climática. O livro está em formato e-book e pode ser baixado gratuitamente pelo link: https://editoraitacaiunas.com.br/produto/variabilidade-espaco-temporal-da-precipitacao-na-regiao-imediata-de-tucurui-e-maraba/#

A publicação nasce em um momento em que o uso de geotecnologias se torna cada vez mais estratégico para áreas como engenharia ambiental, climatologia, saneamento, gestão territorial e estudos socioambientais. A obra se propõe a analisar, em diferentes escalas temporais, a variabilidade das chuvas na região imediata de Tucuruí, composta pelos municípios de Baião, Breu Branco, Goianésia do Pará, Novo Repartimento, Pacajá e Tucuruí, e no município de Marabá, no sudeste paraense. Juntas, essas áreas apresentam elevados índices pluviométricos, com acumulados que chegam a 2.200 mm ao ano e até 400 mm ao mês durante a estação chuvosa.

Atualmente, grande parte dos estudos climáticos da região amazônica baseia-se em dados de estações meteorológicas de superfície, que, embora essenciais, apresentam limitações espaciais. Para superar essa lacuna, o livro utiliza dados refinados de sensoriamento remoto. Os capítulos exploram padrões anuais e mensais de chuva, correlacionando-os aos principais sistemas atmosféricos que atuam na região e aos fenômenos El Niño e La Niña (ENOS), reconhecidos por influenciar a distribuição das chuvas na Amazônia. A análise inclui ainda sistemas precipitantes locais, permitindo uma compreensão mais precisa dos mecanismos que regulam os volumes de chuva.

Os resultados apresentados têm ampla aplicabilidade, oferecendo subsídios para o planejamento urbano, a gestão de recursos hídricos e estudos de hidrodinâmica, além de contribuir para pesquisas sobre produção agrícola e vulnerabilidade socioambiental, áreas diretamente afetadas pelas variações na intensidade e distribuição das chuvas. De maneira prática e didática, a obra contribui para o desenvolvimento de habilidades acadêmicas e técnicas, fortalecendo a formação de novos pesquisadores na região.

Integração científica e cooperação institucional

O livro é fruto do trabalho conjunto do grupo de estudo GeoClima, formado por estudantes e docentes do IFPA, Campus Tucuruí, além de pesquisadores da Escola Politécnica do Equador (ESPOL), Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Estadual do Pará (UEPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Universidade Estadual do Ceará (UECE). A obra representa, portanto, um marco do intercâmbio científico entre instituições dedicadas ao estudo da Amazônia e suas dinâmicas climáticas.

Além de trazer contribuições cientificas para a região, a pesquisa e a construção do e-book foram importantes para a formação dos estudantes do IFPA. “A obra tem um papel muito importante na formação dos nossos estudantes. Primeiro porque ela permite que os discentes desenvolvam habilidades práticas e teóricas em geotecnologias, sensoriamento remoto e análise climática — ferramentas essenciais para o profissional atual da engenharia sanitária e ambiental e das ciências ambientais. Segundo, pois os alunos vivenciam o processo completo de uma pesquisa científica: coleta de dados, análise, discussão de resultados, elaboração de gráficos e mapas, e também a produção de textos acadêmicos. Isso fortalece a formação técnica, crítica e investigativa”, destaca Marcos Santos.

(Fonte: Portal IFPA).

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